Virou tendência? Banalizou!

Ultimamente tenho sentido algumas sensações esquisitas ao me deparar com acessórios e peças de roupas que na minha opinião, foram banalizados pelo uso massivo em todos os lugares.

É como se tudo que vemos nas araras, prateleiras e vitrines fosse mais do mesmo.

Eu sei que isso é uma característica da moda, não vou dizer nem da moda em si, mas de uma industria cultural com produção em grande escala que acaba tornando o acesso do que seria restrito para uma certa minoria em algo que permite que todas as pessoas possam usar. Isso não é uma crítica às inspirações dos modelos vistos nas passarelas. Com toda essa massificação as pessoas passam a andar  iguais, principalmente na sua forma de se vestir.

Basta um evento qualquer, ou até mesmo uma balada, para vermos por aí as tendências circulando pelo ambiente. É um festival de saia de cintura alta pra cá, bolsas de correntes pra lá, determinadas cores que estão em evidência, correntes e as malditas tachas.  E a overdose de esmaltes? Sem contar nas mesmas cores de maquiagens.  Alguém aí está com overdose visual de snob, pink noveau, Hue e suas variações de cor? E o tal Nude? Pois eu sim, me sinto como se estivesse usando um uniforme, e essa sensação não é muito legal. Acaba ficando cansativo de se ver. É como se cada estação, a cada época, um novo uniforme fosse estabelecido. Chato, neah? As fashion-victins simplesmente adoram. Mas e quem não concorda? É aí que surge as personalidades, é aí que a moda provoca nas pessoas o sentimento de ser diferente dos demais . Ser diferente sim, ser excluído não.  É nessa hora que vemos como as pessoas adaptam a moda ao seu estilo, à suas medidas, o que lhe cai bem, o que a pessoa gosta ou não. O humor também influencia diretamente nas nossas escolhas. A moda é democrática, uma forma legível de comunicação. Expressar-se para incluir-se. Um ciclo. Só cabe a nós decidirmos se seremos vítimas ou não dela.

Mais do mesmo a cada estação

Use-a, moderadamente.

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